Sucesso de k-pop e k-drama faz disparar interesse de brasileiros em aprender coreano!

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Adaptados ao alfabeto latino, versos de “Boy with luv”, hit do grupo sul-coreano BTS , dizem: “Nado moreuge himi deureogagido haesseo/ Nopabeorin sky, keojyeobeorin hall”. Segundo a tradução do site “Vagalume”, significa que “Às vezes, me sentia um pouco preso/ Aos céus, aos salões ampliados”. O concorrente “Letras.mus” discorda do fim: o correto ali é “Aos céus elevados, corredores expandidos”. Detalhes à parte, não é difícil imaginar que tanto em coreano quanto em português “corredor” não é sinônimo de “salão”.

É por essas e outras que a Onda K , nome da explosão da cultura sul-coreana pelo mundo através da música (com o k-pop ) e das séries (com os doramas , ou k-dramas , os novelões televisivos), está arrastando brasileiros para a sala de aula. Até 2017, existia apenas um curso de coreano no Rio, no tradicional Instituto Nam Ho Lee, localizado no Cachambi. Em cinco anos, as turmas mais do que dobraram, saltando de três para oito.

Hoje, no Rio, há cursos também na Escola de Coreano (na Barra) e no Yázigi (na Tijuca), onde o GLOBO conversou com dez dos cerca de 30 alunos matriculados, 90% deles mulheres.

A procura por cursos assim só cresce. A cada semestre, duas novas turmas começam a aprender o idioma, segundo Marcos Lins, proprietário do Yázigi da Tijuca, que já soma sete classes. O próprio governo coreano, via Instituto Rei Sejong, oferece cursos em São Paulo, Brasília e Porto Alegre, além de bolsas para brasileiros estudarem no país. No primeiro edital para essas bolsas, em 2011, houve 10 inscritos. No último, em fevereiro deste ano, foram 100. Sem contar quem estuda de forma independente, com apostilas online ou vídeos no YouTube.

Fonte: O Globo

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